Dr. Marcelo Bellini Dalio | Cirurgia Vascular e Endovascular | CRM SP 104721 | RQE Nº 26563 English

Compressão no desfiladeiro torácico


O que é desfiladeiro torácico?

Desfiladeiro torácico é o espaço estreito que os vasos sanguíneos e os nervos atravessam quando saem do tronco em direção aos membros superiores. Essa região fica entre a primeira costela e a clavícula e pode ser palpada em ambos os lados do pescoço. Tem este nome pois se parece com um desfiladeiro na geografia, que é um espaço estreito entre duas montanhas.


O que é compressão no desfiladeiro torácico?

Em muitas pessoas, o desfiladeiro torácico é mais estreito do que o normal, o que causa compressão nos vasos sanguíneos ou nos nervos. O estreitamento do desfiladeiro torácico pode ser causado por:
 
  • Alterações na postura
  • Presença de uma costela a mais no pescoço (costela cervical)
  • Alterações nos músculos
  • Sequela de fratura ou trauma no pescoço

Muitas pessoas já nascem com estas alterações. Outras adquirem estas alterações durante a vida. A compressão no desfiladeiro torácico é também chamada de síndrome do desfiladeiro torácico.


Quais os sintomas da compressão no desfiladeiro torácico?

Os sintomas da compressão no desfiladeiro torácico dependem da estrutura que está sendo comprimida. Se o problema é nos nervos, a pessoa pode sentir fraqueza nos braços, dor e formigamento principalmente no quarto e quinto dedos das mãos. Se o problema é nos vasos sanguíneos, a pessoa pode sentir inchaço, vermelhidão, ou uma aparência azulada na pele, ou ainda uma sensação gelada nos braços. Estes sintomas ocorrem principalmente quando se coloca os braços para cima.


Quais os riscos da compressão no desfiladeiro torácico?

Se a compressão é mantida por longo tempo, ele pode danificar os nervos causando dor e paralisia dos braços. Nos vasos sanguíneos, ela pode causar aneurisma ou até trombose.


Quais exames para diagnosticar a compressão no desfiladeiro torácico?

O cirurgião vascular pode fazer o diagnóstico pela palpação da região do ombro e do pescoço enquanto se coloca os braços para cima. Para confirmar o diagnóstico, saber a sua gravidade e planejar o tratamento, pode-se pedir os seguintes exames:
 
  • Raio X do pescoço e tórax – fundamental para detectar uma costela extra e outras alterações na anatomia.
     
  • Ultrassom dúplex – visualiza os vasos sanguíneos e diz se há compressão.
     
  • Tomografia computadorizada – utiliza raios X para visualizar as o desfiladeiro torácico e diagnosticar a compressão.
     
  • Ressonância magnética – utiliza um campo magnético para visualizar com detalhe as estruturas do desfiladeiro torácico.
     
  • Angiografia – utiliza raios X e contraste injetado diretamente nos vasos sanguíneos. Fundamental nos casos mais graves.
     

Qual o tratamento da compressão no desfiladeiro torácico?

O tratamento da compressão no desfiladeiro torácico tem o objetivo de aliviar os sintomas e prevenir complicações. O cirurgião vascular pode indicar:
 
  • Medicamentos – são utilizados para aliviar os sintomas. Geralmente são utilizados analgésicos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares.
     
  • Postura adequada – É necessário adaptar as atividades diárias a uma nova postura que diminua a compressão no desfiladeiro torácico. É fundamental adaptar as atividades de trabalho.
     
  • Fisioterapia - Exercícios e outras medidas ajudam a corrigir a postura e reduzir a compressão no desfiladeiro torácico. Os resultados costumam surgir após três meses de tratamento.
     
  • Cirurgia – O cirurgião vascular pode fazer uma cirurgia para remover a causa da compressão. Normalmente, é realizada a remoção da primeira costela, da costela extra, ou dos músculos que causam a compressão. Este procedimento pode ser feito com um corte no pescoço ou na axila, sempre com anestesia geral. A cirurgia deve ser considerada quando as outras formas de tratamento não funcionaram. Quando há compressão nos vasos sanguíneos, a cirurgia geralmente é a primeira opção.


Qual o melhor tratamento?

O melhor tratamento depende de cada caso. O melhor tratamento para um pode não ser o melhor para outro caso. A escolha da melhor opção vai depender:
 
  • Se a compressão é sobre os nervos ou vasos sanguíneos
  • Da intensidade dos sintomas
  • Do grau de compressão
  • Da idade, profissão e hábitos de vida de cada paciente.

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